Por:
MARIA FELIPPEPublicado em: 18/05/2010
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Trabalhar em casa fascina cada vez mais Profissionais... mas CUIDADO!PRÓS E CONTRAS
Apesar de mais cômodo e barato, o homme office traz desafios.
O custo de manter um escritório ultrapassou suas possibilidades? Que tal reaproveitar melhor
o espaço de que dispõe em sua própria residência e improvisar seu local de trabalho em um
dos cômodos da casa? Assim tem agido muitos profissionais. Afinal, manter uma infra-
estrutura comercial, pagando aluguel e condomínio, não está nada fácil.
Remodelando espaços ociosos ou mobilizando a família para abrir mão de um cantinho que
possa abrigar seus equipamentos e “apetrechos” de trabalho, profissionais estão produzindo
ou prestando serviços sem sair de casa. Pense nas economias: além da exclusão de gastos
com salas comerciais, não há custo de alimentação em restaurantes, roupas, transportes e
horas perdidas no trânsito.
Sem falar na tão sonhada flexibilidade de horário. Se está cansado ou não consegue render
o quanto gostaria, não há quem o impeça de dar uma pausa para um cineminha, uma
caminhada na orla... E, energia recuperada, de volta ao trabalho!
Discernimento
Em contrapartida, se não houver a adoção de uma clara separação entre as
responsabilidades profissionais e as domésticas, você pode acabar sufocando sua própria
vida privada. Aquele tempo a mais de que dispunha para uma “paradinha estratégica” pode
ser atropelada pro sobrecargas de trabalho, caso não consiga programar adequadamente o
deu dia.
Não há outro jeito: tudo na vida exige disciplina e alguns limites, mesmo que não tão rígidos.
A consultora autônoma Maria Inês Felippe conhece bem essa experiência. Há sete anos, ela
transformou um cômodo da sua residência em um escritório. No início – como quase todos os
profissionais que adotam essa alternativa – cometeu vários deslizes. Ela conta que o sofá
era um dos seus piores inimigos, além dos docinhos recém-saídos do forno e a geladeira. Os
telefonemas pessoas também atrapalhavam o andamento das atividades profissionais.
Aos poucos, no entanto, Maria Inês começou a estabelecer limites. “Forçosamente, fui
administrando os horários e objetivos e hoje não troco essa opção por nada. Quando não
estou em condições de produzir, vou descansar, dou uma volta. Não sou tão rígida em
termos de horário, mas tenho objetivos claros e cumpro os prazos estipulados pelos
clientes”, ensina.
Ritmo
Um dos grandes desafios é justamente estabelecer um ritmo de produção. A flexibilidade de
horários pode ser uma grande vantagem, mas se o profissional não se determina a cumprir
os compromissos no tempo solicitado pelos clientes pode comprometer sua produtividade ou
acabar por invadir seu horário de privacidade.
Há várias formas para facilitar a adaptação ao novo ambiente de trabalho. Algumas pessoas
recorrem até à estética, cuidando da produção visual (roupas, sapatos, cabelos...) como se
fossem sair de casa. “Para quem está iniciando pode ser interessante esse ritual, mas eu
nunca precisei adotar esse comportamento. Acho uma delícia poder trabalhar vestida de
moletom”, conta Maria Inês.
Texto publicado no Jornal “A Tarde” de Salvador
 |  | MARIA FELIPPE PSICÓLOGO mariaines@mariainesfelippe.com.br
Psicóloga, Pós-Graduada em Administração de Recursos Humanos e Mestra em Criatividade e Inovação Aplicada pela Universidade de Santiago de Compostela, Espanha. Realizou também o Training Course on Solving Human & Organizational Problems for Brazil, no Japão. Há 22 anos atua na área de Recursos Humanos, Treinamento e Desenvolvimento, Marketing, Vendas e Gestão, utilizando em sua metodologia de trabalho a arte como ferramenta de desenvolvimento e a dominância cerebral. Seu trabalho tem sido realizado em mais de 150 empresas dos mais diversos setores da economia, como: GM, Souza Cruz, ID Logistics, Belgo Mineira, Philips Morris, Astra, Sabesp,Solvi,CVRD, BASF, entre outros. Além de ministrar palestras e treinamentos por todo o Brasil, realizou diversos trabalhos em países como: Angola (ONU), Venezuela, Argentina, México, Espanha, Portugal e Japão.
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